O que significa redefinir o sucesso na segurança cibernética

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Transformação digital, migração para a nuvem, adoção da Internet das Coisas – as mudanças que atingem as empresas no espaço de tecnologia da informação têm o potencial de criar enormes benefícios, mas também trazem riscos maiores. Esses riscos se somam às ameaças que as empresas já enfrentam na proteção de seus sites, dados e serviços online. Devido a essa combinação de ameaças novas e emergentes à segurança cibernética, gerenciar o risco cibernético corporativo pode parecer assustador. Mesmo os diretores de segurança da informação podem se sentir sobrecarregados com a proliferação de soluções, serviços e opções.

Um dos principais fatores por trás dessa situação é uma forma retrógrada de pensar sobre segurança cibernética, considerando-a um problema de “castelo e fosso”. Sob esse ponto de vista, o objetivo é manter os bandidos “fora” da sua rede. Com isso em mente, você constrói um muro alto e um fosso largo. Conforme as ameaças evoluem e o potencial de risco aumenta, você constrói um muro mais alto e alarga ainda mais o fosso. No entanto, essa forma de abordagem à segurança cibernética não funciona. Na verdade, ela posiciona a organização rumo ao fracasso, porque o invasor também construirá uma escada mais alta ou uma ponte mais longa. Além disso, se o objetivo final for simplesmente “impedir que invasores entrem”, eles só precisam invadir uma vez para que a defesa falhe. Os defensores precisam estar 100% certos o tempo todo. Essas probabilidades não estão a seu favor.

No entanto, “impedir que os bandidos entrem” não é a única maneira de definir o sucesso. Uma melhor definição de sucesso seria impedir que os bandidos alcancem seus objetivos. Essa reformulação pode parecer simples, mas, na prática, ela faz toda a diferença. O objetivo do bandido não é entrar em uma rede, e sim praticar alguma ação ilícita, como roubar dinheiro, furtar dados, interromper operações ou roubar o poder de processamento do seu computador. É isso que os defensores devem impedir.

Quando uma organização adota essa definição de sucesso, impedir que os inimigos entrem em uma rede torna-se apenas uma entre muitas de frustrar suas atividades. Qualquer ação que ajude a impedir o inimigo de atingir o objetivo dele se torna parte do uso de serviços na nuvem ou da limitação de atividades que as contas de administrador podem realizar em uma organização. Essas etapas dificultam a ação do inimigo e criam oportunidades para os defensores o detectarem e o deterem. Sobrepor e combinar essas defesas significa que o invasor precisa ter certeza de onde pisa a cada passo, enquanto o defensor só precisa pisar no lugar certo uma única vez. Essa estratégia vira o problema de segurança cibernética de cabeça para baixo e altera o equilíbrio invasão/defesa. Ela faz com que as probabilidades fiquem muito mais a seu favor.

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Adotar essa definição de sucesso oferece outra vantagem. Ela permite que uma organização aproveite as mudanças tecnológicas como uma oportunidade para reduzir o risco cibernético em vez de aumentá-lo. Como qualquer ação que reduza a chance de sucesso do bandido é útil, qualquer pequena mudança pode se tornar um elemento de segurança cibernética aprimorada. Implementadas corretamente com a segurança cibernética em mente, atualizações de software, alterações de arquitetura ou alterações de serviço podem reduzir o risco e aumentar a segurança em relação ao que existia anteriormente. Por exemplo, migrar para a nuvem geralmente aumenta a postura de segurança de dados de uma organização, porque os provedores de armazenamento em nuvem geralmente oferecem segurança mais forte do que um servidor local. Por outro lado, migrar para a nuvem gera outros tipos de riscos, como diminuição da visibilidade, aumento da complexidade e exposição da aplicação. No entanto, se uma empresa adotar serviços de segurança adequados ao migrar para a nuvem, esses novos riscos poderão ser gerenciados e mitigados. Dessa forma, a migração para a nuvem feita com a segurança cibernética em mente pode produzir melhorias drásticas de segurança e reduzir significativamente os riscos.

Por fim, essa mudança de mentalidade permite uma forma diferente de interagir com um provedor de segurança cibernética. Em vez de tratar o provedor como um fornecedor de tecnologia, a mentalidade de “impedir o sucesso deles” incentiva a colaboração com um fornecedor. Trabalhar em colaboração com um provedor de segurança (que, por sua vez, deve trabalhar em colaboração com todo o ecossistema de segurança) cria um multiplicador defensivo que pode reduzir ainda mais seu risco.

As ameaças cibernéticas não diminuirão no futuro próximo e os desafios que elas representam para as organizações são muito reais. No entanto, as organizações não estão desamparadas diante desse perigo. Embora não possam reduzir seu risco cibernético a zero, elas podem diminuir significativamente o risco e melhorar sua produtividade ao mesmo tempo. Adotar a mentalidade certa oferece mais oportunidades para frustrar os bandidos, aproveitar as mudanças no cenário de TI e trabalhar de forma colaborativa para melhorar a segurança. A transformação digital e a migração para a nuvem podem ser disruptivas, mas se implementadas corretamente podem proporcionar não apenas benefícios comerciais, mas também benefícios de segurança cibernética.

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